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Após explosão, terreno da Tem Esportes segue abandonado

Dois anos após a explosão da academia Tem Esportes, no bairro Pauliceia, em São Bernardo, moradores do local ainda sofrem as consequências da tragédia, que deixou dois mortos, 12 feridos e imóveis interditados. O terreno onde funcionava o centro de atividades esportivas segue repleto de entulho e abandonado, o que propicia, conforme os vizinhos, pontos de água parada e atrai diversos vetores.

A psicóloga Ideli Amaral dos Santos, 65, revela que desde o dia 17 de maio de 2014, data em que houve a explosão, sua vida nunca mais foi a mesma. “Os consertos (realizados pelos proprietários da academia) nos imóveis atingidos terminaram há pouco tempo, mas o terreno ainda está lá do mesmo jeito. Quando chove, enche de água. Várias pessoas já pegaram dengue. Sem falar nos ratos”, destaca a moradora de residência ao lado da academia.

O trabalho de demolição do prédio teve início em julho de 2014, no entanto, a obra foi embargada pela Justiça após moradores do entorno reivindicarem a contenção nas casas antes do processo de derrubada do restante dos escombros como forma de evitar aumento das rachaduras ou outros transtornos. “É um trauma para todos nós. Tem uma parede colada nas nossas casas que não pode ser derrubada, porque a estrutura está muito frágil e com rachaduras”, afirma Ideli.

Laudo feito pelo IC (Instituto de Criminalística) sobre o acidente apontou que vazamento de gás provocado por fissuras nas tubulações que transportavam o combustível foi a causa da explosão da academia. Dessa forma, o inquérito da Polícia Civil sobre o caso concluiu que o acidente foi de característica culposa, ou seja, quando não há intenção.

Uma das vítimas fatais foi o torneiro mecânico Marcos Aparecido Pardim, 50 anos, que era vizinho da academia e foi atingido pela explosão quando estendia roupas no quintal de casa. A professora de natação Hélne Boriczeski Alvez, 26, também morreu em decorrência do acidente.

A direção da Tem Esportes prestou assistência às pessoas atingidas – feridos, parentes dos mortos ou moradores das casas vizinhas que ficaram desabrigados durante a interdição da Defesa Civil. As vítimas entraram com ação na Justiça cobrando indenizações, no entanto, ainda não houve definição.