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Aumento no salário dos vereadores de São Bernardo deve ser votado hoje

O presidente da Câmara de São Bernardo, José Luís Ferrrarezi (PT), coloca hoje em pauta o reajuste salarial dos vereadores. O petista ainda busca consenso em torno da majoração salarial e terá reunião com os parlamentares durante a sessão para definir o tema. Se aplicada, a majoração causaria impacto de R$ 1,3 milhão ao ano a partir da próxima legislatura, iniciada em janeiro de 2017.

A proposta de elevar os vencimentos de R$ 15.031,76 para R$ 18.991,69 conta com adesão de dois terços da Casa, quantidade suficiente para sua aprovação. Porém, a presidência do Legislativo quer que a matéria seja apreciada de maneira unânime, para evitar utilização política do caso.

Alguns vereadores da oposição adiantaram que serão contrários ao reajuste se o projeto de fato entrar na pauta de hoje. Há raros governistas que, se não for construído o consenso, também votarão pela manutenção do valor dos contracheques. Favoráveis sugeriram até que os contrários deixassem o plenário na hora da votação, ideia que foi rejeitada.

Ferrarezi advertiu que, de qualquer maneira, uma decisão sobre o assunto precisa ser tomada hoje, independentemente do resultado. Ele assegurou que o tema não foi tratado com os vereadores, o que deve fazer hoje pela manhã.

“Não conversamos sobre o assunto. Não sei qual o sentimento. A única manifestação que fiz foi na sessão passada, quando alertei a todos sobre a definição que teríamos de fazer. Portanto, nem o percentual é possível discutir. Será tudo no momento da reunião”, disse o petista, reforçando ser favorável ao reajuste. “Eu mantenho minha posição favorável. Porque já não teve reposição na legislatura passada e, se não fizermos agora, serão mais quatro anos (já que, pela Constituição Federal, aumento de vereadores só pode valer a partir da legislatura subsequente).”

Presidente do PPS municipal, o oposicionista Julinho Fuzari avisou que será contra a majoração salarial, dizendo que também votou ‘não’ ao aumento do salário do prefeito Luiz Marinho (PT) – aprovado em abril pela Casa, o petista passou a receber R$ 30.625,77 (20% a mais). “ O momento econômico no País, com milhões de desempregados, não pede uma medida como essa”. A posição foi compartilhada pelo vereador Mauro Miaguti (DEM), um dos articuladores do G-8 (bloco de vereadores independentes no Legislativo). “Não acho adequado aprovar reajuste neste momento. Primeiro, pela crise econômica. Da minha parte seria incoerente legislar em causa própria depois de ser contra a aumento do salário do prefeito.”

Líder da bancada do PT, Tião Mateus foi outro a se manifestar contrário à alta nos vencimentos. “Não conversamos como bancada sobre isso. Meu voto será para que não tenha aumento, porque o cenário no Brasil não permite. Nós, como homens públicos, precisamos ter tranquilidade para decidir isso.”