São Bernardo recebeu quase 45% dos recursos do PPE

Quase um ano depois do lançamento do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), São Bernardo do Campo foi o destino de quase metade dos recursos, um total de R$ 70,3 milhões.

A iniciativa lançada pelo governo federal para tentar frear o ritmo acelerado de demissões no país conta com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para cobrir até metade do corte na remuneração dos funcionários.

Na última sexta-feira, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, pediu, em reunião com o titular da pasta do Trabalho, Ronaldo Nogueira, um aumento dessa participação para 75% do corte das remunerações.

Após o encontro, o dirigente admitiu que a presença de sua base no programa é expressiva, mas defendeu o incremento do aporte do fundo. “Isso parece muito, mas não é. Gasta-se muito mais com seguro-desemprego”, afirmou.

Dos R$ 156,8 milhões que o FAT pagará aos funcionários incluídos no programa até junho, 74,9% ficarão em São Paulo e 65,9%, no setor automotivo. Até agora, companhias em nove Estados assinaram termos, sendo apenas uma do Nordeste, em Sergipe, e três do Norte, no Amazonas. Um total de 57.996 trabalhadores já foram beneficiados.

A Volkswagen, que entrou no PPE em outubro do ano passado, chegou a afirmar no meio do ano que tinha um excedente de 3,6 mil trabalhadores na fábrica do ABC, mas fechou no início do mês um acordo com o sindicato para evitar cortes sumários.

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