Desemprego aumenta o número de casos de depressão

O Brasil já tem mais de 11 milhões de desempregados e a reação à perda do emprego pode suscitar diferentes reações no indivíduo. A depressão pode estar sujeita a experiência de vida, do modo de pensar e da forma como o indivíduo encara as adversidades. Existem alguns agravantes que contribuem para acelerar o processo depressivo como o tempo de trabalho no antigo emprego o efeito surpresa.

“Quando o desemprego acontece, o medo, a vergonha, a culpa e até a sensação de perda de identidade pessoal podem assaltar quem se vê obrigado a iniciar uma nova etapa profissional e social”, explica o psicólogo clínico e coaching, Alessandro Vianna.

O preconceito em relação à doença e o desconhecimento popular sobre ela também dificultam o diagnóstico e o tratamento correto da depressão, porque atribuem ao doente a fama de preguiçoso, encostado, quando na verdade ele está sofrendo com os sintomas da doença.

Um estudo recente financiado pela Universidade de Zurique concluiu que o desemprego é a causa de um em cada cinco suicídios no mundo. Este foi o resultado de uma análise feita com base nos dados da Organização Mundial da Saúde. Um levantamento dos óbitos registrados de 2000 a 2011, em 63 países revelou que 45 mil suicídios estavam relacionados ao desemprego, ou 20% do total de 233 mil suicídios registrados no período. Os pesquisadores identificaram um aumento de casos durante a crise econômica mundial de 2008, por exemplo.

O psicólogo Alessandro Vianna alerta que é preciso estar atento ao sinais da doenças e que nestes momentos de crise no emprego são os homens que mais sofrem com a depressão. “Para os homens que aindacarregam o esteriótipo de provedor, a depressão como consequência, infelizmente é quase um caminho certo”, conclui.

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