David Magila abre mostra individual na OMA Galeria

“Frequentes Conclusões Falsas” é nome de seis das 11 obras (telas, gravuras e desenhos) que David Magila apresenta na exposição Meio-Fio, na OMA Galeria, a partir do dia 2 de setembro, sexta-feira. Peças que integram uma série com mais quadros e questionam as interpretações que damos às cenas cotidianas.

Com traços bidimensionais e uma paleta de cores opacas que saltam aos olhos, o artista não utiliza de muitos truques para instigar o público a reconhecer lugares que mostram-se comuns e, ao mesmo tempo, apenas guardados na memória, em que não se sabe ao certo o quanto ainda há de movimentação e intervenção humana, mas em suas telas é possível sentir que naqueles traços há uma história presente no local retratado.

Segundo o galerista do espaço, Thomaz Pacheco, as nomenclaturas escolhidas por ele dizem um tanto sobre o que o espectador vai encontrar. “Meio-fio é um lugar que define limites. Muito se passa nessa linha de concreto denominada Meio-fio, e talvez essa seja uma pista, um convite para adentrar em sua poesia. Afinal, qual limite é esse que o David quer mostrar? Há um sarcasmo nas construções retratadas, e a meu ver, essa brincadeira de sobrepor as partes que compõem a imagem, criando formatos únicos e ao mesmo tempo reconhecíveis, acaba por aproximar o espectador”, comenta.

Com 37 anos, nascido em São Caetano do Sul, porém morador da capital, David Magila retorna à região com um currículo de peso. Ele já recebeu alguns prêmios importantes, como no 40º Salão de Arte de Ribeirão Preto e o 3º Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea e possui obras nas coleções públicas do Museu de Arte de Ribeirão Preto, no Ministério das Relações Exteriores, Casa do Olhar (em Santo André) e no Centro Cultural Brasil Estados Unidos (em Santos).

“Venham todos”, convida o artista de jeito espontâneo e complementa. “Estas obras falam das coisas que passam. Chamo atenção para cenas corriqueiras, que representam um vazio comum e que a primeira vista não têm um foco de atenção expressivo. É um jeito de dar valor para estes momentos que passam desapercebidos”, finaliza.

O texto curatorial é assinado por Sarah Rogieri, a classificação é livre e a visitação gratuita.

A OMA Galeria fica na Rua Carlos Gomes, número 69, no Centro de São Bernardo. Visitação de terça a sexta, das 11h às 19h; aos sábados, das 10h às 14h.


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