Memória

Eles quase foram produzidos pela Mercedes-Benz em São Bernardo

Em meados dos anos 50, vários eram os projetos de produção de veículos nacionais. O entusiasmo era tamanho que o governo JK estimulava a indústria automotiva com vários incentivos de ordem fiscal, além de isenção nos impostos, tudo gerenciado pelo GEIA, Grupo Executivo da Indústria Automobilística, criado justamente para essa finalidade.

A fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, que em 2016 completa 60 anos de existência, produzia no início o caminhão L-312, conhecido como “Torpedinho”. Em 1958, faria o lançamento do ônibus monobloco O-321.

Uma das ideias da montadora era fabricar por aqui os sedãs 180 com motor a diesel, automóveis que seriam vendidos, principalmente, para serem utilizados como táxis. Infelizmente, o projeto nunca foi concretizado, mesmo após ter sido aprovado pela direção da empresa na Alemanha.

No mesmo ano de 1958, a Mercedes também planejava abrir a linha de produção do Unimog em São Bernardo. O modelo foi descrito pelos jornais da época como um “trator agrícola universal, com aparência bem semelhante a um jipe, com capota, pára-brisas e confôrto interno”.

O Unimog brasileiro usaria o motor OM636 a diesel do sedã 180: um quatro cilindros em linha de 1.767cm³, com menos potência (35cv a 2.550rpm) e mais torque em baixas rotações. Dessa forma, o 4×4 alcançaria uma velocidade máxima de 53km/h, levando pouco mais de 3 toneladas. Se a estrada fosse “lisa e firme”, puxaria um reboque com 60 toneladas, em primeira marcha, a 3,5km/h.

Os oficiais da Marinha, juntamente com alunos da Escola Naval, estiveram em São Bernardo para testar o Unimog. Mesmo assim, a Mercedes preferiu montar o modelo na Argentina.

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Fonte/Fotos: Seção de Pesquisa e Documentação (Memória) de São Bernardo do Campo.


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