Setor de serviços elimina 33 mil empregos no primeiro semestre, aponta FecomercioSP

Pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2007, o setor de serviços do Estado de São Paulo registrou eliminação de empregos no primeiro semestre do ano. Nos seis primeiros meses de 2016 foram extintos 33,1 mil postos de trabalho, resultado de 1.108.025 admissões e 1.141.251 desligamentos no período. Em 2015, mesmo com sinais claros de desaceleração na geração de empregos, o saldo foi positivo em 25.199 postos de trabalho celetistas.

Somente em junho, o setor de serviços paulista eliminou 16,4 mil empregos – quase metade do saldo negativo apurado no primeiro semestre -, resultado de 169.655 admissões e 186.057 desligamentos. Com isso, o estoque ativo atingiu 7.391.501 trabalhadores, o menor patamar desde abril de 2013, quando estavam empregadas formalmente no setor 7.389.631 pessoas. No acumulado dos últimos 12 meses, foram perdidos 165.158 empregos no setor de serviços e também foi a primeira vez que se registrou saldo negativo para o período na economia paulista.

Os dados compõem a Pesquisa de Emprego no Setor de Serviços do Estado de São Paulo (PESP Serviços), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Das doze atividades pesquisadas em junho deste ano, onze apresentaram retração no número de trabalhadores formais, na comparação com o mesmo mês de 2015. Os destaques negativos ficaram por conta das atividades de transporte e armazenagem (-4,9%), informação e comunicação (-4,8%) e administrativas e serviços complementares (-3,8%). O único segmento que contratou mais do que desligou no período foi o de médicos, odontológicos e serviços sociais (0,8%).