Candidatos do PPS, PSDB e PT escondem símbolos do partidos nas campanhas

O uso dos símbolos que caracterizam o PT (Partido dos Trabalhadores), como as cores vermelha e a estrela, está ficando em segundo plano na campanha de vários candidatos a vereador em São Bernardo do Campo.

Até o filho do ex-presidente Lula, Marcos Lula da Silva, adotou um visual mais neutro, escolhendo o amarelo como cor predominante no material de divulgação, além de ser visto nas ruas usando camisas sociais de tons variados.

O candidato a prefeito petista, Tarcisio Secoli, iniciou sua candidatura adotando o verde como pano de fundo do material promocional e, agora, perto da eleição, escolheu um tom mais escuro de vermelho, com uma estrela quase imperceptível.

“O eleitor brasileiro vota na figura do candidato, é uma escolha pessoal, o partido não é um fator preponderante. O PT tem símbolos gráficos fortes que antigamente eram puxadores de votos, pois identificam a ideologia do partido. Com o desgaste da imagem do partido é natural que alguns candidatos não se sintam confortáveis com essa identificação”, disse Paulo Silvino Ribeiro, cientista político e professor da professor da FESPSP, em entrevista ao portal R7.

No PPS de Alex Manente, desde a última campanha para deputado federal, a ordem é eliminar de vez o vermelho, tipicamente utilizado pelos partidos de esquerda. A capa da página da campanha no Facebook, por exemplo, é predominantemente verde. Nem mesmo a sigla do partido aparece ao lado do número da legenda.

Entre os tucanos, curiosamente, a ave que se tornou símbolo do partido foi escanteada. No material do candidato Orlando Morando, apenas as cores comumente usadas (azul e amarelo) foram mantidas. Com as recentes denúncias envolvendo o partido, como no caso que envolve a CPI da Merenda, o apelido de “tucano” parece ter adquirido um tom negativo.

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