Eleições aquecem mercado de trabalho para bacharéis em Ciência Política

Campanhas eleitorais, pesquisas de opinião e consultoria são algumas ocupações que o profissional formado em Ciência Política pode exercer, indo muito além da sala de aula. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisa e Práticas de Ciência Política do Centro Universitário Internacional Uninter sobre o mercado de trabalho desta área.

A pesquisa derrubou o mito de que apenas as atividades acadêmicas eram reservadas a esses profissionais, e ainda revelou um mercado de trabalho amplo e promissor.

Além disso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) demonstra que a taxa de empregabilidade para o profissional de Ciência Política está acima de 90%. A remuneração desse profissional tem salário médio de R$ 3.638, podendo ultrapassar R$ 9 mil, a depender do setor e do tamanho da instituição.

Segundo Pedro Medeiros, coordenador do curso de Ciência Política da Uninter, esse cenário mudou com a consolidação das instituições democráticas brasileiras e com o aumento do número de pós-graduações na área. Agora, o mercado de trabalho para o cientista político envolve setores que interajam com o Estado como as organizações da sociedade civil (como ONGs e OSCIPs), as empresas privadas e associações de classe, passando por consultorias políticas e institutos de pesquisa de opinião.

“Apenas o cientista político está habilitado a analisar cenários levando em conta as variáveis que afetam o funcionamento do parlamento e do governo, além da produção de políticas públicas como sistema partidário, regras eleitorais, relações intergovernamentais e opinião pública”, ressalta Medeiros.