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Mesmo em crise, Saúde de São Bernardo conquista menção honrosa

O município de São Bernardo do Campo conquistou menção honrosa no 30º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo com relato de experiência da UBS Vila Marchi sobre a criação de grupo para pessoas com dor crônica. O congresso, realizado nos dias 13 e 15 de abril no Palácio de Convenções do Anhembi, na Capital, reuniu mais de 1,6 mil participantes de 469 cidades do estado.

A Secretaria de Saúde de São Bernardo expôs 24 dos 538 trabalhos inscritos na Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios, exposição realizada durante o 30º Congresso promovido pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems).

Os autores do trabalho que obteve menção honrosa foram Vinícius Santos Sanches, Adriane Campo Gaino, Renata da Silva Santana, Márcia Teixeira da Silva e Elisângela de Oliveira Nascimento, todos trabalhadores da UBS Vila Marchi.

Em virtude do grande número de usuários nas especialidades de ortopedia e reumatologia, a unidade decidiu criar grupos de orientação para tirar dúvidas e ensinar exercícios para o alívio das dores crônicas. Os grupos tiveram início em outubro de 2015, mas primeiramente os médicos de Saúde da Família analisaram cada caso em conjunto com especialista em reumatologia da Políclínica Rudge Ramos. A partir daí os usuários foram sendo convocados para uma reavaliação de seu quadro clínico e convidados a participar dos grupos de orientação.

Os grupos são rotativos, sendo que após ciclos de dez semanas, novas turmas são formadas. A cada semana é abordado um aspecto diferente na recuperação e promoção da saúde, e os pacientes executam alongamentos e exercícios para resistência e fortalecimento, além de abordagens multidisciplinares sobre a dor. Cada grupo conta com, no máximo, 20 participantes.

Segundo o trabalho da UBS Vila Marchi, ao contrário do tratamento da dor aguda, os analgésicos não são tão eficazes contra a dor crônica. Isso porque a baixa eficácia do uso contínuo de remédios está inevitavelmente associada a efeitos secundários indesejáveis e à baixa adesão ao tratamento farmacológico. Estudos comprovam que 47% dos pacientes com fibromialgia (síndrome de dor crônica difusa) não aderem à medicação prescrita, seja intencionalmente ou pela intensidade dos efeitos colaterais da medicação.

Gerente da UBS, Elisângela Nascimento lembra que o relaxamento, a atividade física e as orientações práticas para as atividades do dia a dia dos pacientes — além de minimizar o sofrimento causado pela dor –, acabam por reduzir a ansiedade, depressão, angústia e outras complicações geradas pela dor crônica.