Alunos comem bolachas e professores pagam material do próprio bolso em escola do Jd. Detroit

A Escola Estadual Jean Piaget, localizada no Jardim Detroit, em São Bernardo do Campo, foi alvo de reportagem do site ABCD Maior, publicada nesta terça-feira, 11 de outubro.

De acordo com o texto, a escola sofre com paredes quebradas, tetos com diversas rachaduras e, frequentemente, a merenda servido traz no cardápio apenas bolachas e suco. A Jean Piaget oferece ensino fundamental no modelo integral, no qual os alunos permanecem na instituição no horário das 7h30 até o final da tarde.

Segundo pais e mães de estudantes, os professores compram os materiais utilizadas nas aulas com dinheiro do próprio bolso.

Conforme a reportagem, os problemas foram expostos na última sexta-feira (07/10) durante uma reunião realizada com a presença de professores, pais e responsáveis.

Não faltaram críticas aos problemas estruturais do prédio. Fotos enviadas por alunos mostram estragos em paredes, banheiros e áreas comuns dentro da Jean Piaget.

A Secretaria de Educação do Estado emitiu uma nota justificando os problemas no prédio e comentou a questão envolvendo a merenda.

Leia abaixo o posicionamento enviado pela assessoria de imprensa:

“A Diretoria Regional de Ensino de São Bernardo do Campo informa que uma nova empresa já foi contratada para fazer os devidos reparos na unidade, já que houve uma rescisão punitiva com a empresa que estava fazendo o serviço. Devido à lentidão do trabalho, o contrato foi encerrado e a empresa foi multada em R$ 200 mil. Não é verdade que falta merenda aos alunos, conforme comprova a planilha de estoque da escola. Na E.E Jean Piaget, o preparo das refeições é feito por empresa terceirizada e insumo disponibilizado pelo DAAA (Departamento de Alimentação de Assistência ao Aluno da Secretaria da Educação). A merenda não manipulada (bolacha/bolinho + bebida láctea/suco) só é servida em casos pontuais, como a quebra de equipamento ou falta de merendeira, por exemplo. Tampouco é possível faltar material na escola, já que todo dia 10 de cada mês a escola recebe R$ 1091,00 para a compra de suprimentos, como papel, canetões, etc.”, afirma o texto.