Idade de Cristo – Por Milton Bigucci

Quem tem o mínimo de religião cristã sabe que 33 anos foi a idade que Cristo morreu crucificado. Foi o primeiro pensamento que tive, agradecer a Deus, pela dádiva da nossa querida MBigucci ter completado 33 anos de vida em 24 de outubro de 2016.

Em 1986, construímos o nosso primeiro prédio, Edifício Gláucia, sem elevador, com 16 apartamentos, 746,72 m² de área construída na Vila Liviero, em São Paulo. Em 2016, estamos entregando boa parte do empreendimento Marco Zero MBigucci, em São Bernardo do Campo, a maior obra da nossa empresa, com 89.095,55m² de área construída no total, com 942 unidades residenciais, comerciais e lojas.

Mais de 9.500 mil unidades habitacionais e comerciais construídas, cerca de 400 obras edificadas, mais de 1 milhão m² construídos e milhares de empregos ofertados, é o balanço desses 33 anos de vida. Construímos também um grande condomínio logístico, em Diadema, com 26 galpões e pé direito de 12 metros.

Ganhamos inúmeros prêmios nessa caminhada, entre os quais o de “Melhor Construtora de Capital Fechado do Brasil”, da revista IstoÉ Dinheiro, por dois anos seguidos (2014 e 2015), o prêmio de “Construtora Mais Sustentável do Brasil” também por dois anos (2012 e 2015). Prêmio CBIC de Responsabilidade Social (2006 e 2010), entre vários outros.

Produzimos o Pacto Global para a ONU (Organização Mundial das Nações Unidas) desde 2008, no qual participam 8 mil empresas, sendo 700 do Brasil e apenas 20 da construção civil. Em 2016, fomos a única empresa do setor de construção a ter nosso relatório qualificado como nível avançado pela ONU.

Criamos um trabalho de Responsabilidade Social chamado Big Riso, onde colaboradores da MBigucci se transformam em palhacinhos e visitam voluntariamente hospitais de câncer infantil, para ajudar na recuperação de crianças doentes. Criamos ainda vários programas sociais e de sustentabilidade, como o Big Vida, o Big Vizinhança e o Big Conhecimento.

Milton Bigucci (à esquerda) e uma fotomontagem com empreendimentos e colaboradores da empresa. Destaque para o primeiro residencial erguido pela construtora, na Vila Liviero, em São Paulo (no canto).
Milton Bigucci (à esquerda) e uma fotomontagem com empreendimentos e colaboradores da empresa. Destaque para o primeiro residencial erguido pela construtora, na Vila Liviero, em São Paulo (no canto).

Na área de preservação ambiental, conseguimos reduzir significativamente os resíduos das obras como madeira, plástico e papel, desenvolvemos uma série de ações para economia de recursos naturais como painel solar de reciclagem, iluminação natural com garrafas PET e telhas translúcidas, captação de água da chuva, entre outras ações.

Nestes dois anos de crise, compramos 21 terrenos alicerçando o futuro para os próximos 10 anos. Esperamos continuar produzindo, dando empregos e acreditando neste país. São poucas empresas que chegam a tantos anos de vida sempre progredindo.

Tudo graças a uma diretoria coesa, unida e competente, comandada pelos meus 4 filhos e 2 sobrinhos, graças a um corpo de colaboradores dedicados, que “vestem a camisa”. Todos são parte do que chamamos de “Família Bigucci”, pois é o que somos, com seus temperamentos diversos, suas ranhetices, suas alegrias e tristezas. Uma família enfim.

A esperança que temos neste país é indestrutível. A nossa fé é imortal. Afinal são apenas 33 anos. Temos mais algumas décadas de luta, quiçá, centenários anos à nossa frente nos desafiando para continuar a nossa causa e os nossos objetivos. Afinal os 11 netos já estão aí se preparando para as batalhas futuras.

*Milton Bigucci é presidente da construtora MBigucci, presidente do Conselho Deliberativo da Associação dos Construtores do Grande ABC, membro do Conselho Consultivo Nato do Secovi-SP e do Conselho Industrial do CIESP, conselheiro vitalício da Associação Comercial de São Paulo e conselheiro nato do Clube Atlético Ypiranga (CAY). Autor dos livros “Caminhos para o Desenvolvimento”, “Somos Todos Responsáveis – Crônicas de um Brasil Carente”, “Construindo uma Sociedade mais Justa”, “Em Busca da Justiça Social”, “50 anos na Construção” e “7 Décadas de Futebol”, e membro da Academia de Letras da Grande São Paulo, cadeira nº 5.

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