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Mercedes-Benz não sabe o que fazer com tantos funcionários

A Mercedes-Benz ainda corre atrás de solução para um problema e tanto que tem na fábrica de caminhões e ônibus de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A empresa precisa administrar excedente de 2 mil funcionários na unidade. Com a retração do mercado brasileiro de veículos e, consequentemente, da produção, a empresa gerencia a sobra de pessoal desde o ano passado.

Para remediar o problema, a companhia aderiu ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que foi lançado em julho do ano passado. A medida permitiu que a empresa reduzisse jornada e o valor pago aos trabalhadores, com parte das despesas salariais arcadas pelo governo. A questão é que a adesão ao programa vence já em maio, mas garante estabilidade aos trabalhadores até agosto.

A empresa não decidiu o que fazer a partir de então. “A renovação do PPE parece impossível agora. Estamos negociando uma saída com o sindicato”, aponta Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil. O executivo alerta sobre a excedente de pessoal na unidade desde o ano passado. Sem melhora do nível de produção, a situação ainda não se resolveu.

A fábrica de São Bernardo faz caminhões, chassis de ônibus, motores, transmissões e eixos. Com tantas atividades, o complexo industrial emprega atualmente cerca de 10 mil pessoas. Além do PPE, que afeta todos os funcionários, a unidade também está com 1,5 mil trabalhadores afastados em regime de layoff, a suspensão temporária do contrato de trabalho.