Casos de caxumba seguem aumentando no Estado de São Paulo

Os casos de caxumba continuam crescendo no Estado de São Paulo e atingiram 4.193 registros, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE).

O número, referente ao período de janeiro até o dia 8 de novembro – data de divulgação do último levantamento, é o maior desde 2008, quando foram registrados 3.394 casos. Em todo o ano passado foram 707.

Transmitida por meio de gotículas de saliva, em espirros, tosse ou talheres contaminados, a doença se caracteriza pelo inchaço no pescoço, em um ou ambos os lados, e pode demorar até 25 dias para começar a se manifestar, o que faz com que muitas pessoas nem saibam que estão com o vírus.

Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça e dor no corpo, que podem ser confundidos com um resfriado.

“É difícil as pessoas se lembrarem que tiveram o contato com uma pessoa com caxumba. A transmissão se dá pelo contato próximo entre as pessoas e muitas não se dão conta que estão com a doença até começar o inchaço nas parótidas (glândulas que produzem a saliva e que ficam na região do pescoço)”, diz Renato Walch, especialista da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

O inchaço ocorre em 90% dos casos e a duração dos sintomas costuma ser de cinco a dez dias. “O principal é fazer a identificação o quanto antes para evitar o contato com outras pessoas. Para o tratamento, não há nada específico. A recomendação é tomar antitérmico e fazer hidratação e repouso.”

E a melhor prevenção é a imunização. “A vacina deve ser tomada em duas doses. Uma entre 12 e 15 meses e a outra na adolescência”, afirma Walch.

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