Metalúrgicos da Mercedes-Benz realizam greve de um dia

Os trabalhadores da fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo decidiram, em assembleia realizada neste dia 4 parar as atividades por um dia como forma de defender a estabilidade no emprego. O ato tem o objetivo de tentar abrir negociações com a empresa.

Segundo nota do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os empregados passaram a se sentir inseguros após o presidente da montadora no Brasil, Phillipp Schiemer, ter se manifestado, na semana passada, contrário à renovação do Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Conforme o comunicado, o executivo alegou que a empresa tem hoje um excedente de mão de obra.

“A paralisação de hoje é um recado à direção da Mercedes. O presidente da montadora afirmou, na semana passada, que o PPE se esgotou e há um excedente de dois mil trabalhadores. Queremos deixar claro que queremos negociar uma solução conjunta, mas não aceitaremos demissões”, justificou, por meio de comunicado, o diretor administrativo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges.

Os metalúrgicos em greve devem retomar a produção amanhã (5). Dados do sindicato da categoria indicam que a Mercedes tem, atualmente, 9,8 mil trabalhadores dos quais oito mil sob o regime de PPE, com jornada reduzida em 20%. A adesão ao PPE, ocorrida em setembro do ano passado, vai vencer em agosto deste ano.

Segundo a montadora, na fábrica de São Bernardo são produzidos caminhões, chassis de ônibus e agregados (peças como motores, câmbios e eixos) e estão empregadas cerca de 10 mil pessoas. Sobre a argumentação do sindicato de ameaça à não renovação dos contratos por meio do PPE ou riscos de demissões, a empresa preferiu não se manifestar.

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