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Bancada governista não fala mais a mesma língua na Câmara Municipal

Três semanas depois do fim do prazo para mudança de partidos sem risco de perder o mandato, é nítido o enfraquecimento do G-9, grupo de vereadores governistas de São Bernardo que se autointitulou independente na Câmara.

Desde o fim da janela partidária, quase não há reuniões do bloco. As raras que são marcadas contam com quórum de dois ou três vereadores, no máximo.

A bancada era formada por Rafael Demarchi (PRB), Mauro Miaguti (DEM), Gilberto França (PMDB), Reginaldo Burguês (PSD), Fabio Landi (PSB), Ramon Ramos (PDT), Roberto Palhinha (PTdoB), Índio (PR) e João Batista (PRB).

Dos nove parlamentares, três já anunciaram que não estarão no arco de aliados do candidato governista à Prefeitura de São Bernardo em outubro, o secretário de Serviços Urbanos e Coordenação Governamental, Tarcisio Secoli (PT). Rafael Demarchi, Fabio Landi e João Batista estarão com o deputado federal Alex Manente, pré-candidato a prefeito pelo PPS.

Do restante, Miaguti e Gilberto França têm destinos incertos. Presidente do DEM municipal, Miaguti garante ter carta branca do cacique estadual do partido, o deputado federal Rodrigo Garcia, para definir o futuro da legenda em São Bernardo. Nos últimos dias, foi visto na antessala do gabinete do prefeito Luiz Marinho (PT). Porém, continua com canal de diálogo com Alex Manente e, principalmente, com o deputado estadual Orlando Morando, pré-candidato a prefeito pelo PSDB.

França, pessoalmente, defende o apoio a Tarcisio e fidelidade a Marinho. Seu PMDB, entretanto, debate alternativas. A cúpula estadual, comandada pelo deputado federal Baleia Rossi, lançou o ex-secretário de Relações Internacionais Tunico Vieira ao Paço. O vereador, resistente ao projeto solo, continua sendo figura carimbada em atividades do governo.

Prova que o G-9 não fala a mesma língua ocorreu na votação do reajuste de 19,61% no salário de Marinho, há duas semanas. Rafael e Landi deixaram o plenário na hora do crivo ao projeto. Miaguti e Ramon Ramos foram contrários – embora o pedetista tenha evitado dar análise no parecer jurídico. França, Palhinha, Burguês, Índio e João Batista autorizaram o acréscimo.


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