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Projeto da Sabesp para Billings gera alerta em São Bernardo

O projeto da Sabesp que prevê a transferência de águas da Represa Billings, em São Bernardo do Campo, para o reservatório de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, tem gerado críticas de especialistas e ambientalistas. A proposta está em fase de licenciamento e ainda não tem cronograma divulgado.

Segundo documentos apresentados pela companhia às prefeituras, a transposição prevê a retirada de até 80% da água do braço do Rio Pequeno, reforçando o Sistema Produtor Alto Tietê. Para viabilizar o transporte, a estatal planeja construir uma adutora subterrânea de 40 quilômetros, cruzando Santo André, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Especialistas ouvidos por conselhos ambientais da região alertam para riscos de desabastecimento local e impactos à Mata Atlântica. Entre as preocupações estão a supressão de vegetação nativa e o aterramento de nascentes. Há também observações sobre a proximidade do traçado com tubulações de gás e combustível.

O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Rio Grande da Serra aponta a ausência de um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental detalhado. A Sabesp afirmou que, por estar na fase de licenciamento, não pode fornecer informações técnicas adicionais.

Nos documentos apresentados, a estatal afirma que a adutora de aço busca “reduzir interferências, aumentar a capacidade de transporte e garantir compatibilidade com futuras ampliações do sistema metropolitano”, além de assegurar a estrutura.


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