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Sabesp quer usar água da Billings para reforçar abastecimento; você confia?

A Represa Billings, no braço do Rio Pequeno, em São Bernardo do Campo, passará a fornecer 4 mil litros de água por segundo para o Sistema Integrado Metropolitano. A obra de interligação, iniciada em janeiro de 2026 pelo Governo de SP e pela Sabesp, recebeu investimento de R$ 1,4 bilhão.

De acordo com o Governo do Estado, a estrutura enviará água bruta para a represa Taiaçupeba, localizada em Mogi das Cruzes, visando aumentar a resiliência hídrica da Grande São Paulo após a estiagem severa de 2025. A previsão é que o novo sistema de bombeamento seja entregue à população em 2027.

A capacidade de armazenamento da Billings, que atinge 1,13 trilhão de litros, é superior à de todo o Sistema Cantareira somado. A proximidade do manancial com a Capital e o baixo desnível topográfico reduzem os custos de energia para o bombeamento da água.


MAS A ÁGUA DA BILLINGS É BOA?

A Billings é enorme e dividida em “braços”. Enquanto partes próximas a Diadema e Santo André são bem poluídas, a captação dessa obra será feita no Braço do Rio Pequeno, em São Bernardo, área considerada muito mais preservada e protegida.

Vale destacar que ela não vai direto para a sua torneira. A água captada na Billings será bombeada, misturada com a água de outra represa, e depois passada obrigatoriamente por uma Estação de Tratamento de Água (ETA).

O maior problema atual da Billings não é apenas o esgoto, mas a eutrofização (excesso de algas devido a nutrientes na água). Quando as algas morrem, podem soltar substâncias que dão gosto ou cheiro de terra na água.

A Sabesp afirma utilizar tecnologias de tratamento (como ultrafiltração e ozonização em alguns casos) que conseguem tornar potável até águas com qualidade inferior, seguindo as normas rígidas do Ministério da Saúde.

Com informações da Agência SP


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