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Supermercados de São Bernardo já se movimentam para ampliar venda de remédios

A recente aprovação na Câmara dos Deputados do projeto de lei que autoriza a venda de remédios em supermercados promete alterar a rotina de compras nos supermercados.

A medida, que ainda aguarda sanção presidencial, gera expectativas de maior concorrência e preços menores. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a entrada do varejo alimentar no setor farmacêutico deve pressionar os valores para baixo.

Redes de atacarejo com forte presença no Grande ABC, como Assaí e Atacadão, já planejam abrir dezenas de pontos de venda em São Bernardo e região.

Regras para a venda de remédios em supermercados

Apesar da liberação, a comercialização não ocorrerá nas gôndolas comuns. O texto aprovado exige a montagem de uma farmácia com estrutura física separada dentro da loja, garantindo condições adequadas de armazenamento e temperatura.

Além disso, é obrigatória a presença de um farmacêutico profissional durante todo o horário de funcionamento do espaço.

Para os medicamentos de uso controlado, as regras de segurança são ainda mais rígidas. O produto só poderá ser transportado do balcão até o caixa em uma embalagem totalmente lacrada.

Farmácias questionam descontos e alertam para riscos

A Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) contesta a promessa de preços mais baixos aos consumidores. A entidade argumenta que o mercado já é regulado, com preços máximos definidos pelo governo por meio da Anvisa.

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) também manifestou preocupação com a nova legislação. O órgão alerta que a facilidade de acesso em ambientes de varejo alimentar pode incentivar a perigosa cultura da automedicação.

O que muda na prática:

  • Onde comprar: Farmácias exclusivas montadas dentro dos supermercados, separadas dos alimentos.
  • Atendimento: Presença obrigatória de farmacêutico em todo o horário de funcionamento.
  • Remédios controlados: Retenção de receita e transporte até o caixa de pagamento em embalagem lacrada.
  • Previsão: A lei federal ainda depende de sanção presidencial para entrar em vigor em todo o país.

Com informações do G1 e Folha


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