A história do Recreio Magnólia

Situada estrategicamente entre a capital e o porto de Santos, São Bernardo serviu como leito de passagem do antigo Caminho do Mar. Aliás, a principal e mais antiga artéria da cidade, a Rua Marechal Deodoro, é um trecho dessa antiga estrada.

Como o deslocamento pela estrada, sem pavimentação e castigada frequentemente pelas chuvas que causavam atoleiros, era lento, diversos estabelecimentos comerciais, como restaurantes, bares e até mesmo estalagens serviam aos viajantes.

Um destes estabelecimentos mais famosos foi o Recreio Magnólia, restaurante que pertenceu aos italianos Aristides e Zelinda Zanella, situado na Marechal Deodoro, perto de onde era o final do trecho urbano da cidade. O nome deve-se a uma grande árvore desta espécie que ficava no pátio do estabelecimento.

Recreio Magnólia

O local recebia muitos visitantes ilustres, artistas, autoridades e turistas que ali paravam antes de seguir viagem para o Alto da Serra ou a Santos.

A abertura da Via Anchieta desviou o tráfego de veículos da rua central e o comércio voltado ao atendimento dos viajantes desapareceu. O Recreio Magnólia entrou em decadência: seu foi prédio demolido e a árvore que deu o seu nome, derrubada em 1960, evento esse que causou indignação na população e foi notícia nos jornais da época.

Próximo ao restaurante, o casarão que servia de residência e comércio para família Zanella, ainda está de pé, na esquina com a rua que leva o nome de dona Zelinda. Em breve falaremos a respeito.

Fonte/Fotos: Seção de Pesquisa e Documentação (Memória) de São Bernardo do Campo.