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Corredor da João Firmino é o novo vilão do trânsito em São Bernardo

Planejado durante a gestão do ex-prefeito Luiz Marinho (PT), o corredor de ônibus da avenida João Firmino é parte de um programa de mobilidade que visa ligar as regiões leste e oeste da cidade.

O projeto original já apresentava o formato de corredor central que tornaria-se alvo de críticas de motoristas e adversários políticos.

Estão previstas outras intervenções semelhantes, como as que estão em andamento nas avenidas Rotary e Senador Vergueiro, e na Estrada dos Alvarengas.

Os problemas no repasse de verbas e a consequente interrupção dos trabalhos fizeram com que a conclusão da obra na João Firmino ficasse a cargo de Orlando Morando (PSDB), eleito no final de 2016.

O trecho de 2,6 quilômetros foi finalizado e entregue no último mês de junho, com direito à benção do pároco local e queima de fogos, mas não escapou da ira de quem trafega pelo Assunção.

Parte das reclamações giram em torno das linhas intermunicipais que não utilizam o corredor. O problema, segundo a administração municipal, é que os ônibus devem possuir portas do lado esquerdo para operar no corredor e não há, até o momento, qualquer intenção por parte das empresas ligadas à EMTU (responsável pelo transporte metropolitano) em fazer tamanho investimento.

Espremidos pelos ônibus dos dois lados, motoristas também sofrem com aqueles que estacionam seus carros de forma irregular, reduzindo ainda mais o espaço. As filas que se formam no acesso a um supermercado e um hospital localizados na avenida aumenta ainda mais o problema. “É difícil ficar parada no trânsito enquanto você tem ao lado uma pista vazia e com pouco uso”, reclama a aposentada Maria Célia Rodrigues, de 68 anos.

Em mais de uma oportunidade, a Prefeitura alegou que o corredor visa privilegiar o transporte público, aumentando a velocidade média dos ônibus. Na prática, por enquanto, o suposto ganho de tempo parece se perder quando esses mesmos ônibus encontram uma Faria Lima congestionada de carros e motos na ida ou uma Jurubatuba intransitável na volta.

Obras na Anchieta
Em outro ponto da cidade, as obras de ampliação da Anchieta, entre o km 23 e o km 18 (sentido São Paulo), prometem facilitar a vida de quem utilizar a rodovia no futuro.

Prometidas para julho, as intervenções promovidas e bancadas pela Ecovias seguem sem previsão de finalização. Enquanto isso, o trânsito na via que sempre foi a principal vilã dos congestionamentos na cidade, deve continuar intenso, principalmente no início da manhã e no final da tarde.


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