O Senado Federal aprovou na última quarta-feira (15) o projeto de lei que inclui a educação financeira nas escolas de forma transversal. A medida altera os currículos dos ensinos fundamental e médio em todo o país.
O texto aprovado amplia o escopo do ensino para muito além das finanças pessoais. A nova diretriz exige a incorporação de conteúdos sobre previdência, tributos, seguros e consumo consciente para crianças e adolescentes.
Após a deliberação dos senadores, a proposta retorna agora à Câmara dos Deputados. Os parlamentares farão a análise das alterações feitas no texto antes de o projeto seguir para a sanção presidencial.
Desafios para a educação financeira nas escolas
A aprovação da medida visa incentivar o planejamento e a tomada de decisões conscientes, prevenindo o endividamento precoce. No entanto, a efetivação da educação financeira nas escolas levanta debates sobre a infraestrutura das redes de ensino.
Wilson Rodrigues, diretor-geral da Faculdade do Comércio e membro do Conselho Estadual de Educação, aponta que o grande desafio é a capacitação dos professores. É necessário preparar o corpo docente para abordar o tema dentro de diferentes disciplinas já existentes.
Especialistas também debatem como transformar a educação financeira nas escolas em uma competência prática, evitando que o projeto se torne apenas mais um conteúdo teórico sem aplicação na vida real dos estudantes.
