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Árvores ao chão: novo Bem Barato é alvo de polêmica em São Bernardo

Antes elogiado por inúmeros investimentos realizados em São Bernardo, o grupo Bem Barato agora se vê diante de uma polêmica devido a construção de um supermercado na cidade.

O novo empreendimento da rede será erguido em parte do terreno que pertencia à antiga Tecelagem Tognato, na esquina da Rua Doutor Marcel Preotesco com a Avenida Pereira Barreto.

(Área que vai receber o novo Bem Barato. Imagem: Google)

Moradores estão indignados com a derrubada das árvores do local, na maioria eucaliptos, e se dizem preocupados com o que consideram uma das últimas concentrações de área verde da região central da cidade.

Na internet, vizinhos do terreno publicaram imagens e vídeos criticando o Bem Barato e a gestão do prefeito Orlando Morando.

Além do problema ambiental, uma reportagem publicada pelo jornal Diário do Grande ABC no último 21/06 aponta que há dúvidas sobre a lisura do processo de compra e venda do terreno (leia aqui).

A área de 10 mil metros quadrados foi repassada pela tecelagem ao município como pagamento de dívidas e acabou arrematada pelo Bem Barato em um leilão realizado no mês de julho de 2019.

Segundo a reportagem, moradores suspeitam que brechas na legislação e mudanças nas regras vigentes teriam facilitado a negociação e contribuído para que o Bem Barato conquistasse as licenças necessárias para a obra.

Outra reportagem do Diário do Grande ABC, publicada em 22 de junho, indica que grupos de moradores e de adversários políticos de Morando devem pedir ao Ministério Público que apure a construção do novo supermercado (veja aqui).

A administração municipal respondeu aos questionamentos do jornal alegando que não há qualquer ilegalidade e que a obra possui todas as autorizações para seguir adiante.

Nas redes sociais, em resposta a comentários de moradores sobre o caso, a assessoria de imprensa da Prefeitura chegou a divulgar a seguinte nota:

“A Prefeitura de São Bernardo informa que a intervenção na vegetação do terreno mencionado recebeu autorização ambiental, mediante compromisso para compensação e plantio de 187 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica no próprio imóvel. Os procedimentos seguiram o disposto na legislação ambiental municipal vigente. Os exemplares arbóreos antes situados no local não eram árvores nativas e este tipo de remoção é permitida por lei. O terreno não se trata de área de proteção ambiental. A alienação teve autorização do Grupo Técnico de Alienações, que é o responsável, por lei, para autorizar a venda de próprios públicos.”

Principal interessada, a rede de supermercados Bem Barato não se posicionou sobre o caso até momento.


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